Elas não possuem um laço da verdade, nem uma armadura indestrutível, tampouco a capacidade de projetar energia como autodefesa. E o que faz de nós, mulheres comuns, uma versão da Mulher-Maravilha da vida real? A capacidade de enfrentar desafios profissionais, passar por cima de preconceitos, conciliar os afazeres profissionais e pessoais e conseguir dar conta de absolutamente tudo.

Como professora de história que fui durante mais de 10 anos e conhecedora da luta do feminismo, considero inaceitável o fato de estarmos lutando há tantos séculos pela igualdade de gênero e ainda assim termos que enfrentar tantos desafios. A discrepância, tal qual a conhecemos e ainda vivenciamos, remonta de meados dos anos de 1700, época em que grandes pensadores com Voltaire e Rousseau viam as mulheres como seres inferiores.

Da luta de Mary Wollstonecraft e Germaine de Stael – as líderes feministas daquele tempo – para cá muita coisa já evoluiu, mas não em um patamar total de igualdade. Voltando aos tempos atuais e pegando como exemplo notícias recentes, quando as denúncias de várias atrizes contra o ex-produtor Harvey Weinstein começaram a conquistar mais espaço na mídia no segundo semestre de 2017, a luta contra o assédio ganhou mais força nos EUA e tomou proporções globais.

Infelizmente o assédio e o desrespeito contra a mulher não se resumem à indústria cinematográfica e nem aos séculos passados. Segundo Jessica Gutierrez, vice-presidente da Florida’s Title Insurance Company, situações constrangedoras no ambiente profissional são recorrentes. “Felizmente comigo foram casos isolados, mas me senti desrespeitada por ser paquerada enquanto estava apenas tentando fazer o meu trabalho”, conta Gutierrez, que afirma ainda ter passado por algumas situações embaraçosas ao ver homens de alto poder hierárquico humilhando suas esposas.

Luiza Nikoghosyan, vice presidente de empréstimos residenciais da Nations Trust, felizmente não teve que lidar com assédio, mas lutou para conquistar seu espaço nos Estados Unidos como imigrante. Aos 17 anos se mudou com a família da Armênia para os EUA e encarou o mercado de trabalho de frente para conquistar o diploma em contabilidade e na especialização em seguro de vida e saúde e uma licença em cosmetologia. Foi no ramo de financiamento, no entanto, que Luiza se encontrou, área em que atua há 10 anos. Quando pensa nos empecilhos pelo fato de ser mulher, Nikoghosyan minimiza: “Quando a gente ama o que faz, ninguém consegue atrapalhar o nosso caminho”.

Wonder Women no mercado imobiliário

Conheça melhor esse time de mulheres incríveis que não medem esforços para transformar a compra ou venda do seu imóvel em um processo ágil e bem-sucedido.

Sherri L. Reichert (Coordenadora de Transação): Se Sherri é a coordenadora responsável pelo processo de compra ou venda da sua residência, pode ter certeza de uma coisa: ela é incansável e não deixa ninguém perder prazos. Supervisionar todos os aspectos da transação (incluindo a documentação solicitada pela instituição financeira), informar todas as partes dos prazos, coordenar e revisar relatórios de inspeção são apenas algumas atribuições que Sherri executa com maestria. “Foram mais de 150 contratos fechados nos últimos dois anos”, conta com orgulho e na certeza de quem sabe executar muito bem o trabalho a que se propõe. Embora seu histórico acadêmico ressalte a área administrativa e contábil, é na comunicação que Reichert mostra sua maior força: “Meu relacionamento com o cliente é a habilidade mais valiosa que tenho a oferecer”. Os clientes e colegas de equipe concordam!

Jessica Gutierrez (seguro de título): Jesssica trabalha com seguros de título para o mercado imobiliário há mais de sete anos. Na prática, o que ela faz é buscar detalhadamente nos arquivos públicos para ver se o imóvel não tem nenhum problema (como um empréstimo não amortizado, por exemplo) e garantir que a propriedade esteja sendo vendida livre de impedimentos. E toda aquela papelada que deixa os clientes de cabelo em pé? A Jessica ajuda com tudo isso também para ajudar compradores e vendedores a fechar o negócio. “Na sequência do processo, quando o comprador encontra a casa dos sonhos, a corretora de imóveis envia o contrato para o meu escritório e é a partir daí que começa o meu envolvimento, chamado “processo de título”, explica.

Luiza Nikoghosyan (financiamento): “Eu sempre gostei de trabalhar com números e documentos. Ao mesmo tempo, sempre gostei de trabalhar com pessoas e ajudá-las a conquistarem seus objetivos”, explica Luiza, que confessa ser apaixonada pela área de empréstimos imobiliários, na qual atua há mais de 10 anos. De forma resumida, o que Luiza faz é encontrar as melhores condições de financiamento dentre as instituições parceiras e age como intermediário entre instituição e cliente, encarregando-se de avaliar os holerites, o histórico de crédito e os extratos bancários do comprador. “É uma satisfação poder ajudar as pessoas a realizarem um sonho”, finaliza.

Désiree Ávila (corretora de imóveis): Deixei o mundo acadêmico, onde atuei por mais de 10 anos, para me dedicar a uma grande paixão que é o mercado imobiliário. Ser corretora vai muito além de mostrar uma propriedade, é poder fazer parte de um momento especial que é a compra de um imóvel e compartilhar da felicidade dos meus clientes. Além do meu trabalho como corretora, estar aqui no JOMI Flórida em contato direto com pessoas que buscam informações sobre o sul da Flórida é um fator crucial que me incentiva a produzir cada vez mais. Sou corretora, escrevo um blog, sou mãe, sou dona de casa. E ainda há quem pense que mulheres da vida real não são a Mulher-Maravilha?