O Federal Reserve (Fed) anunciou na semana passada a elevação da taxa de juros, a primeira sob o comando de Jerome Powell e a quarta desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo na Casa Branca. O Fed sinalizou ainda que outros dois ou três aumentos de juros estão previstos para 2018.

De acordo com o Federal Open Market Committee (Comitê de Política Monetária), o cenário econômico norte-americano se fortaleceu nos últimos meses. “O mercado de trabalho está fortalecido e as atividades econômicas têm crescido em índices moderados”, afirma a declaração divulgada pelo FOMC. A projeção da inflação para este ano é de 1,9%, de 2% para 2019 e 2,1% em 2020.

Em 2008, no ápice da crise financeira nos Estados Unidos, a taxa básica de juros foi reduzida a quase zero em uma tentativa de impulsionar a economia do país. Só em 2015 o Fed promoveu a primeira alta de juros, que a partir de então passou a aumentar de 0,25% a 0,75%, atingindo o ápice no final de 2016. Com a queda nos índices e desemprego e crescimento econômico, em 2017 as taxas de juros sofreram três aumentos.

O impacto no mercado imobiliário

As ações do Fed podem afetar as taxas de juros dos financiamentos imobiliários, que atualmente estão na casa dos 4,44% para os programas de 30 anos.

As taxas atuais continuam baixas se comparadas aos índices do período de pré-recessão. Em 2000, por exemplo, as taxas para o programa de 30 anos era de 8,21%, em 2007 caiu para 6,22%, de acordo com a Freddie Mac, empresa do governo autorizada a conceder empréstimos e garantias. A estimativa, segundo Steve Rick, economista-chefe do CUNA Mutual Group, é que as taxas para o programa de financiamento de 30 anos cheguem a 5% até dezembro deste ano.

A hora de comprar é agora?

Uma pesquisa do Zillow divulgada recentemente sugere que o aumento nas taxas de financiamento pode elevar os preços dos imóveis. “Se as taxas de financiamento alcançarem o patamar de 5% até o final de 2018, e considerando o índice de valorização ao longo do ano, o poder de compra de imóveis residenciais nas maiores cidades do país será um dos mais baixos nos últimos tempos”, escreveu Aaron Terrazas, economista sênior do Zillow, em uma declaração divulgada pelo portal após a declaração do Fed.

Para Lawrence Yun, economista-chefe na National Association of Realtors (Associação de Agentes Imobiliários dos EUA), alerta aos investidores para se prepararem para possíveis aumentos ao longo dos próximos anos, mas informa ainda que a construção de novas residências a médio prazo pode ajudar a equilibrar os custos.

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