Morar em outro país é uma imersão a uma nova cultura, ainda que esse novo país seja os Estados Unidos da América, cujas tradições e costumes não são uma grande novidade para os brasileiros. Graças aos filmes, séries e itens de consumo que invadem as televisões e prateleiras dos consumidores no Brasil, tornando o lifestyle americano um famoso convidado à nossa mesa, a vivência no país é completamente diferente do que vemos nas telas. “Viver aqui (nos EUA) não é como assistir uns episódios de Friends”, diz Gisele Sampaio, moradora de Pompano Beach.

Para mostrar algumas dessas diferenças, o JOMI conversou com alguns brasileiros que moram em diferentes partes dos Estados Unidos. Você tem algum exemplo ou acontecimento divertido (ou constrangedor) a acrescentar nesta lista? Deixe seu comentário aqui no blog ou em nosso grupo do Facebook.

1. Parcelar compras no cartão. Esqueça aquele costume que você tinha no Brasil de parcelar suas compras em 10x sem juros. De modo geral, os americanos são extremamente conscientes da condição financeira que têm e só se comprometem com algo que sabem que podem custear. É claro que existem exceções e algumas pessoas se endividam com seus cartões de crédito, mas como os juros são baixos (em comparação ao Brasil), vão pagando de acordo com as possibilidades e sem medo dos juros altíssimos.

2. Roupas de marca. Especialmente nas regiões mais turísticas, como Miami e Orlando, pessoas acima de 30 anos exibindo com orgulho camisetas que mais parecem outdoors de propaganda, como GAP, Abercrombie e American Eagle – para citar alguns exemplos – é quase certo se tratar de turistas ou de imigrantes recém-chegados. Os americanos, principalmente os mais jovens, até usam essas marcas, mas não as supervalorizam como os brasileiros costumam fazer.

3. Pontualidade. “A gente até se esforça, mas nada é capaz de destruir a fama construída pelo brasileiro de não ser pontual”, destaca Larissa Santos, moradora de Boca Raton. Larissa conta que foi convidada por um amigo americano para um jantar que deveria começar às 19:00, “Para não parecer ansiosa demais, resolvemos chegar às 19:30. Todos os outros convidados já estavam lá, quando eu e minha amiga (que também havia sido convidada) chegamos, ficamos super constrangidas”. Os americanos, além de pontuais, não veem o atraso alheio com bons olhos e nem encaram a situação da mesma maneira esportiva que os brasileiros. Se você vai se atrasar ou se não tem a intenção de cumprir o horário, avisar com antecedência é o mínimo a fazer.

4. Beijos, abraços e toques. Extremamente reservados e do tipo que pedem desculpas se tocarem em alguém, ainda que acidentalmente, uma das coisas que os americanos mais estranham é toda essa efusividade do brasileiro e a mania de distribuir beijos e abraços o tempo todo. Na dúvida entre envolver alguém que você acabou de conhecer em um caloroso abraço, prefira um sorriso ou um aperto de mão.

5. Patriotismo. Em época de Copa do Mundo é muito comum ver bandeirinhas do Brasil nos carros e varandas dos apartamentos. Nos EUA, ao contrário, o patriotismo é constante. Desde cedo as crianças aprendem na escola a fazer um juramento diante da bandeira, e uma das coisas mais naturais é colocar a flâmula nacional como destaque na fachada das residências.

6. Comer fora. Muitos brasileiros têm o costume de comer fora por razões de necessidade, como o expediente apertado, por exemplo, em que a pessoa acaba não tendo tempo suficiente para ir em casa almoçar e voltar para o trabalho. Para os americanos, no entanto, o costume de comer fora é mais por praticidade. Além da grande variedade de refeições práticas, saborosas e baratas que podem ser encontradas facilmente, nos EUA o sortimento de congelados e alimentos prontos também facilitam muito a vida de quem deseja passar o mínimo de tempo na cozinha. (Aproveitando a deixa, não esqueça de conferir os alimentos favoritos dos brasileiros nos supermercados americanos).

7. Futebol x futebol americano. Acompanhar o campeonato nacional de futebol como se a vida dependesse do resultado de um jogo e chorar por uma derrota de 7 x 1 na Copa do Mundo é coisa de brasileiro. Os americanos estão começando a se interessar mais pelo esporte, mas o futebol – nos EUA chamado de soccer – está longe de ser um esporte tradicional no país. Os contemplados com o título de paixão nacional nos EUA definitivamente são o football (chamado no Brasil de futebol americano), o basquete e o baseball. Uma final do Super Bowl, por exemplo, que é o campeonato de futebol americano, equivale a uma final de Copa do Mundo com a Seleção Brasileira em busca de mais um título. Em tempo: a seleção dos EUA não conseguiu se classificar para o Mundial de 2018 na Rússia.

Com o tempo as diferenças começam a ficar mais sutis. À medida em que você começar a se acostumar com a nova vida e a nova cultura, o que inicialmente parecia estranho passa a ser comum e a facilidade de aceitação se torna muito maior, mas a essência da brasilidade não se perde nunca.

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Crédito imagem de capa: New York Latin Culture