Atuando no segmento há quase 40 anos e à frente de uma das publicações mais influentes do mercado imobiliário da Flórida – o ISG Miami Report – Craig Studnicky, diretor e co-fundador do ISG Group, atribui parte do sucesso imobiliário do sul do estado aos investidores latino-americanos. Em entrevista exclusiva à equipe do JOMI, Studnicky analisa o perfil do comprador brasileiro e joga as cartas na mesa em relação ao futuro do setor.

Com base na sua experiência de mercado, qual o perfil do comprador brasileiro?

O perfil principal do comprador brasileiro é o que investe para fins próprios. É aquele comprador que busca um imóvel para ter uma segunda casa, seja para vir com frequência aos EUA a negócios ou para passar as férias. Esse perfil corresponde a 75% dos investidores brasileiros. A outra fatia corresponde aos investidores que compram imóveis para gerar renda alugando a terceiros.

Qual a influência do investidor brasileiro no mercado imobiliário do sul da Flórida?

Ser o maior país da América do Sul faz do Brasil o maior mercado comprador de imóveis residenciais em Miami. No âmbito geral, além dos Estados Unidos, que obviamente responde pela maior parcela de negócios imobiliários do país, o Brasil é o comprador estrangeiro com maior impacto no setor em Miami.

O real está em uma acentuada desvalorização diante da moeda norte-americana. Como isso afeta o setor imobiliário do sul da Flórida?

A desvalorização da moeda brasileira foi uma grande surpresa este ano para o mercado imobiliário dos Estados Unidos. No início do ano, a expectativa era de que o real ganhasse força perante o dólar, mas o que vem acontecendo de alguns meses para cá é uma crescente depreciação, e isso acaba gerando uma inevitável queda na compra de imóveis.

Diante desse cenário, que conselho o senhor daria aos brasileiros que estão pensando em investir no mercado imobiliário do sul da Flórida, mas ainda não tomaram uma decisão definitiva?

Mesmo com o dólar alto, esse é o momento para o investidor brasileiro comprar uma residência na região. A disponibilidade de imóveis à venda está cada vez menor. Possivelmente, em meados de 2019, o número de unidades residenciais será ainda mais baixo, o que fará com que os imóveis disponíveis tenham um aumento significativo de preços. Nessa conjuntura, mesmo que o dólar esteja um pouco mais baixo, o comprador ainda vai ter que pagar mais.

Segundo Studnicky, o Brickell City Centre é um dos empreendimentos mais promissores do cenário urbano na Flórida.

Tendo os futuros projetos do ISG em mente, quais serão as áreas mais promissoras para investir nos próximos anos?

As unidades residenciais próximas ao mar são sempre uma escolha acertada, principalmente para aqueles que atribuem o sul da Flórida à essa atmosfera praiana. Para quem busca imóveis em áreas mais urbanas, nada se compara à região da Brickell. O Brickell City Centre (BCC) está sendo construído por uma das maiores incorporadoras do mundo, a Swire Properties. Nenhuma outra propriedade urbana combina tão bem a multiplicidade imobiliária (hotel cinco estrelas, shopping, escritórios e residências) como o BCC.

Studnicky foi categórico ao afirmar que desde 2017 a alta do dólar tem feito as construtoras frearem a edificação de novos empreendimentos. Considerando que um condomínio leva em média de três a quatro anos para ficar pronto, até 2022 ou 2023 o número de ofertas de imóveis vai ser mais restrito. “A hora de comprar é agora”, alerta.

Encontrar o imóvel mais adequado ao seu perfil e interesse é possível. Fale comigo: Désirée Ávila Wilcox – sua corretora de imóveis na Flórida – pelo e-mail desiree@corretoraflorida.com ou pelo celular/Whatsapp (+1) 954-993-4246, para buscarmos juntos as melhores opções imobiliárias para você.