Um dos grandes impasses na hora comprar um imóvel nos Estados Unidos é ter o crédito baixo. Para estrangeiros recém chegados ao país e que não possuem reputação financeira, independentemente da situação no Brasil, o crédito precisa ser construído do zero. Para os que já vivem na América, e de alguma forma perderam o controle com as finanças, o objetivo é tentar melhorar o crédito. Com a ajuda da estrategista de crédito Mirian de Souza, da Liberty Credit Experts, esclarecemos algumas dúvidas sobre essa pontuação e o que fazer para melhorá-la.

Entendendo o significado e o propósito do credit score

Chamada de credit score, essa pontuação é utilizada para medir os possíveis riscos de conceder um aval financeiro para determinado usuário. Em termos simples, a instituição financeira analisa a probabilidade de o indivíduo ser um bom pagador. O histórico de pendências, atrasos e calotes são alguns dos fatores determinantes para que a pontuação caia e dificulte qualquer tentativa de empréstimo.

Nos Estados Unidos não é apenas a tentativa de obtenção de crédito imobiliário que é prejudicada pela baixa pontuação. Se em vez de comprar um imóvel você optar por alugar, por exemplo, sem um bom score para apresentar, é possível que o valor do depósito inicial exigido seja maior. Em alguns condomínios, inclusive, portadores de pontuação baixa não podem se candidatar ao aluguel porque a associação exige um crédito mínimo. O mesmo vale para a contratação de serviços, que também podem exigir depósito antecipado, e até os financiamentos estudantis podem ser prejudicados, atingindo uma porcentagem mais elevada de juros. É uma espécie de garantia que o usuário precisa dar até que seu nível de confiança – o credit score – esteja maior.

 

Componentes da pontuação que formam o crédito

Equivalente ao Serasa e SPC no Brasil, a FICO é uma empresa de software analítico que utiliza dados e algoritmos matemáticos para prever o comportamento do consumidor. De acordo com a empresa, os fatores que mais contribuem para a formação de crédito dos usuários são:

• 35% Histórico de pagamentos (contas em dia, quitação de dívidas);
• 30% Dívidas pendentes (empréstimos correntes);
• 15% Histórico de crédito (quanto mais tempo de crédito e do bom histórico de pagamento, maior a pontuação);
• 10% Novos créditos (contas recentemente abertas e movimentações financeiras atuais);
• 10% Tipos de crédito usado (crédito parcelado ou rotativo).

A pontuação vai de 300 (menor nível) a 850 (nível de excelência). No mercado imobiliário, os tipos de financiamento mais comuns para compra exigem pontuação mínima de pelo menos 580 (veja o gráfico no artigo sobre FHA x empréstimos convencionais) e para aluguel, o score mínimo solicitado é de 620.

MELHORAR O CREDITO

Como melhorar o crédito

“Algumas pessoas acreditam que não podem melhorar a pontuação de crédito sem ter que esperar vários anos até que os elementos negativos sejam removidos do seu histórico, mas é possível regulamentar a situação bem mais rápido”, conta Mirian, que há quase 2 anos assessora os clientes da Liberty Credit Experts trabalhando junto às agências de notações de crédito e credores para reconstruir e melhorar a pontuação danificada dos usuários.

A contratação de uma assessoria qualificada é a melhor alternativa para quem não sabe por onde começar. Através de parcerias com instituições e órgãos, o acesso para revisão de contas antigas, revisão de contas com alta utilização de créditos e um olhar minucioso para conferência de informações torna o processo mais ágil.

Para começar o processo de reparação de crédito desde já, você deve:

  • Manter os pagamentos em dia.
  • Cortar supérfluos. Se para manter os pagamentos em dia você precisa reduzir gastos, comece cortando os itens desnecessários da sua lista.
  • Usar os cartões. A falta de utilização não gera crédito.
  • Não cancelar nenhum cartão de crédito. Se você tiver mais cartões do que realmente precisa, tente distribuir suas despesas entre eles. O ideal é usar entre 1% a 3% do limite.

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